É possível hackear e assumir o controle de um carro autônomo?

Os carros autônomos ou semiautônomos (que ainda dependem, ao menos parcialmente, das ações dos motoristas) estão cada vez mais presentes nos projetos desenvolvidos pelas montadoras. O “segredo” para chamar tanto a atenção está na tecnologia que os torna capazes de acelerar, frear e controlar o volante sozinhos, de acordo com a fluidez do trânsito.

O sistema de empresas como Tesla, Volvo e Mercedes-Benz, algumas das mais badaladas quando o assunto é direção autônoma, é formado por diversos tipos de sofware. Justamente por isso, e pelo fato de, atualmente, sabermos o quanto é complicado garantir a segurança de equipamentos eletrônicos conectados, vem a pergunta: é possível hackear o um carro autônomo e assumir o volante? Se a resposta for baseada em séries de televisão, a resposta é sim.

Quem já assistiu à série FBI: Os Mais Procurados, originalmente transmitida pela CBS All Access, nos Estados Unidos, e que no Brasil está disponível no Globoplay, certamente vai se lembrar. No 2º episódio da 2ª temporada, um hacker, movido pelo sentimento de vingança, invade o sistema eletrônico de um carro autônomo e causa um acidente, que termina com a morte de um empresário, a mulher e o filho. Mas, e na vida real, um roteiro trágico como o vivenciado pelos personagens do episódio Execute é possível?

A vida imita a arte?

Para saber se realmente “a vida imita a arte”, como diz o velho ditado, a reportagem do Canaltech procurou uma das empresas mais bem conceituadas quando o assunto é segurança cibernética. Conversamos com Fabio Assoline, analista-sênior da Kaspersky, empresa que está no mercado desde 1997.

E a primeira resposta dele ao ser questionado se há perigo real de carros autônomos serem invadidos por hackers foi preocupante. “Sim, porque no momento nós vemos carros conectados. Não é ficção. Isso pode acontecer, desde que haja vulnerabilidade”, declarou o especialista, que até citou um caso ocorrido em 2015.

“Hackers invadiram um veículo e conseguiram controlar tanto o acelerador quanto os freios. Um ataque desses coloca uma vida em risco. Há esse risco caso os fabricantes não façam os testes devidos. A maioria contrata testadores justamente para garantir que o produto chegue o menos vulnerável possível ao mercado”, ressaltou.

O caso citado pelo analista da Kaspersky envolveu um Chrysler Cherokee e foi relatado pela Wired. Na ocasião, a pedido do repórter Andy Greenberg, os hackers Charlie Miller e Chris Valasek tentaram, com êxito, provar que é possível hackear o sistema e, então, assumir o controle de carros autônomos. “Eu estava dirigindo a 110 km/h na orla do centro de St. Louis quando a façanha começou a tomar conta”, contou o jornalista.

Segundo Andy Greenberg, a “brincadeira” começou com a dupla hackear tomando conta do ar-condicionado, da estação de rádio e do limpador de para-brisa, e seguiu com o surgimento de uma foto de ambos gargalhando em frente ao laptop no painel da central multimídia da Cherokee. E isso foi só o começo.

A técnica de hacking implementada pela dupla permitiu que um aviso sonoro fosse enviado ao jornalista por meio do alto-falante, ordenando que pegasse a rodovia e “não entrasse em pânico, independentemente do que acontecesse”. E o que aconteceu? Muita coisa, na verdade.

De acordo com o relato publicado na Wired, os hackers chegaram a cortar a transmissão, fazendo com que o acelerador do carro parasse imediatamente de funcionar. Eles também demonstraram que era possível cortar remotamente os freios (fizeram isso após o jornalista parar o carro em segurança), rastrear as coordenadas do GPS e definir um destino, e até mesmo sequestrar o controle do volante — o que só é possível se o carro estiver com a ré engatada.

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